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Pipeline: Biomm fecha acordo para trazer similar do Ozempic ao Brasil

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Farmacêutica tem hoje como maior acionista a WNT, gestora que tem posição em Veste, WestWing e Light

A Biomm, companhia brasileira de apenas R$ 1,4 bilhão em bolsa, pode ter feito sua maior jogada. A empresa acaba de fechar acordo com a farmacêutica indiana Biocon para distribuir no Brasil um medicamento similar ao Ozempic, da Novo Nordisk. O medicamento tem como princípio ativo a semaglutida, destinado à regulação da glicemia e do apetite.

A comercialização será possível quando cair a exclusividade da Novo Nordisk, em julho de 2026 - quando a concorrência pode explorar o produto também.

Não é uma área nova para a Biomm. Fundada na década de 70 como Biobrás, foi a produção de insulina animal, em joint venture com um grupo americano, que deu propulsão à empresa. Uma década depois, desenvolveu a insulina humana recombinante, sua propriedade intelectual. Em 2001, a companhia mineira passou por uma cisão, quando um grupo de pesquisadores assumiu a Biomm.

O CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, disse que ao Valor empresa já vai submeter o pedido de registro do genérico à Anvisa para que o medicamento esteja pronto para lançamento no varejo assim que a patente expirar. “Vamos nos preparar para lançar no dia seguinte à expiração da patente”, disse. “Será um preço mais acessível que o atual”, garantiu.

O mercado de medicamentos da classe GLP-1, que incluem a semaglutida e a liraglutida, é estimado em R$ 4 bilhões no Brasil. A Biomm ainda tem o grupo mineiro Walfrido, fundador do negócio, entre os principais acionistas, e tem fundos como TMG e os bancos de fomento BNDES e BDMG na base acionária. Mas quem avançou em posição nos últimos meses foi a WNT (a mesma que tem posições em Westwing, Veste e Light), hoje maior acionista, com 18,37%.

Link da Material na integra Pipeline, acesso 18/04: https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/biomm-fecha-acordo-para-trazer-generico-do-ozempic-ao-brasil.ghtml