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A vida com o diabetes pode e deve ter mais qualidade

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Ao ser diagnosticado com diabetes, o paciente pode sentir um impacto com a notícia, afinal, é o prenúncio de uma mudança de hábitos em sua vida. Isso significa incluir uma rotina de cuidados que vão trazer, além de mais saúde, um olhar para si.

É normal ter medo, ansiedade e muitas dúvidas, por isso, informação é fundamental não só a partir do momento que a doença é descoberta, como por todo o tratamento, já que estamos falando de uma área que constantemente é cercada de novidades (ainda bem!).

Importante destacar que, de acordo com o Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation – IDF),1 cerca de 463 milhões de adultos (20 a 79 anos) vivem com a doença e a previsão é que aumente para 578 milhões em 2030 e para 700 milhões em 2045. Além disso, cerca de 374 milhões de pessoas têm risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no mundo.

As estatísticas mostram que os pacientes de diabetes não estão sozinhos. Existem políticas públicas de saúde e muitas instituições, companhias farmacêuticas, pesquisadores e profissionais de saúde, trabalhando especificamente para esse público.

A receita para uma boa qualidade de vida para um paciente com diabetes pode parecer complicada à primeira vista, porém, com o tempo, é possível que se torne um hábito. Para ajudar no processo, há vários grupos de apoio e associações2 que ajudam com a troca de experiências e fornecem informações importantes sobre o tratamento.

Mas, precisamos ressaltar que as indicações para uma pessoa não são iguais para outra. O que é comum para todos: planejamento alimentar, rotina de exercícios físicos, controle e monitoramento da glicose e, se necessário, o correto tratamento medicamentoso.

Alimentação

Saber o que e quando comer é uma parte importante do controle do diabetes, pois alimentos diferentes afetam os níveis de glicose no sangue de maneiras diferentes. Como você se alimenta faz muita diferença em como se sente e como gerencia sua condição.

Uma dieta saudável para todas as pessoas com diabetes inclui a redução da quantidade de calorias se você estiver acima do peso, substituindo as gorduras saturadas (por exemplo, creme, queijo, manteiga) por gorduras insaturadas (por exemplo, abacate, nozes, azeite e óleos vegetais)3.

Além disso, consumir fibras (por exemplo, frutas, vegetais, grãos inteiros), evitar cigarros e álcool, e a adição de açúcar.

Existem dezenas de livros de alimentação para pessoas com diabetes e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) disponibilizou uma seção especial de receitas, com opções para crianças e datas comemorativas, como Páscoa e Natal.

No BiommCast, está disponível uma excelente entrevista com a nutricionista Maristela Strufaldi, especialista em diabetes. Ela desvenda os mitos da alimentação para pessoas com diabetes e conta quais são os alimentos mais saudáveis. O episódio está disponível em todos os agregadores de podcast, como o Spotify e no YouTube.

Exercícios físicos

A atividade física regular é essencial para ajudar a manter os níveis de glicose no sangue sob controle. Os exercícios físicos regulares ajudam a baixar as taxas de glicemia, pois quando você gasta energia, o organismo usa o açúcar do sangue em velocidade maior.

É mais eficaz quando inclui uma combinação de exercícios aeróbicos - como corrida, natação, pedalada - e anaeróbicos para o fortalecimento muscular, como a musculação. Porém, não é uma obrigatoriedade.

A atividade física também pode estar presente em pequenos hábitos do cotidiano. Troque a escada rolante e o elevador pela escada comum. Pare o carro mais longe e ande alguns quarteirões. Recomenda-se pelo menos meia hora de atividade moderada, três vezes por semana4.

E, acredite, o diabetes não impede as pessoas de se tornarem grandes atletas. Nessa reportagem do site Eu Atleta (Globo), você pode conhecer 11 atletas olímpicos que têm a doença.

A Biomm também trouxe em seu podcast uma entrevista com Emerson Bisan, ultramaratonista com diabetes. Profissional de educação física e educador em diabetes, o esportista contou algumas curiosidades e como ele faz para medir a glicemia em plena maratona. O episódio teve ainda a participação da médica endocrinologista, Dr.ª Denise Franco.

Mas, você também não precisa ser um esportista de alto rendimento. Em um dos episódios comemorativos dos 100 anos da insulina, é possível conhecer a história de vida das influenciadoras digitais Bianca Fiori, autora do blog Mãeratonista Diabética, e Marina Barros, criadora do time de ciclistas Insulina Ativa Team.

Controle e monitoramento de glicose

Quando se descobre a doença, normalmente há dificuldades para realizar esse  gerenciamento e medição da glicose. É importante seguir as orientações para que a medição seja feita nos horários corretos, nas situações corretas e com a frequência ideal.

Com esses dados, é possível tomar as melhores decisões. É importante anotar ou registrar em aplicativos gratuitos para o celular esses dados. Assim, vai ser possível perceber a interação entre os medicamentos, a atividade física, a alimentação e o modo como você está se sentindo. Leve sempre estas informações quando for para a consulta médica4.

Lembre-se:

  • A glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar os 100 mg/dL.
  • Duas horas após uma refeição, a glicemia não deverá ultrapassar 140 mg/dL.

Pessoas com diabetes tipo 1 geralmente são aconselhadas a medir seu nível de glicose no sangue pelo menos quatro vezes ao dia5.

Tratamento medicamentoso

A pessoa com diabetes pode fazer uso da insulina e outros medicamentos. Quem prescreve, evidentemente é o médico, que vai indicar aquele que se adapta ao seu perfil e às necessidades do seu corpo.

Os medicamentos ajudam o pâncreas a produzir mais insulina, diminuem a absorção de carboidratos e aumentam a sensibilidade do organismo à ação da insulina. No caso da insulina, existem tipos diferentes com tempos de ação variados. É fundamental aprender a técnica correta de uso das injeções de insulina e sempre modificar o local do corpo onde são aplicadas, para evitar problemas degenerativos6.

Está acompanhando nossos posts sobre os 100 anos de insulina? Tem novidade também nas redes sociais.

 

1Diabetes, Federação Internacional. Sobre diabetes. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em: <https://www.idf.org/aboutdiabetes/what-is-diabetes/facts-figures.html>.

2Diabetes, Sociedade Brasileira. Diagnóstico e Tratamento. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em <https://diabetes.org.br/diagnostico-e-tratamento/>.

3Diabetes, Federação Internacional. Sobre diabetes. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em: <https://www.idf.org/aboutdiabetes/type-1-diabetes.html>.

4Diabetes, Sociedade Brasileira. Diagnóstico e Tratamento. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em <https://diabetes.org.br/diagnostico-e-tratamento/>.

5Diabetes, Federação Internacional. Sobre diabetes. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em: <https://www.idf.org/aboutdiabetes/type-1-diabetes.html>.

6Diabetes, Sociedade Brasileira. Diagnóstico e Tratamento. [Acessado 11 Setembro 2021] Disponível em <https://diabetes.org.br/diagnostico-e-tratamento/>.